18º dia - El Paso à Fort Hancock

Hoje o dia será de lazeira.... Serão em torno de 46 milhas até Fort Hancock, relativamente planas, mas Carol e Linda nos aconselharam a irmos devagar, fotografando o caminho, visitando os locais das antigas missões jesuítas do caminho, sem pressa de chegar a Fort Hancock, pois lá não teremos muito o que fazer, a não ser comer tortas da Angie, em frente ao hotel onde ficaremos.
Na verdade, ficaremos num Motel de beira de estrada (I-10) em Fort Hancock, que é meio caminho para algum lugar... Entre estradas rurais e a I-10.
Acordamos tarde e a mesa de lanches estaria pronta às 9 h; portanto, somente após esse horário partiríamos. Eu, Julie e Flo resolvemos sair depois de todas, às 9:45 ! Realmente sem pressa!
Ainda na cidade, imaginem, vimos um camelo. Devia ser um zoológico. O caminho inicial me era conhecido, pois passei por aquelas ruas, dirigindo, tentando voltar para escoltar as ciclistas.
Passamos por uma antiga missão em Socorro e por outra em San Elizario. O tipo das construções me são conhecidas, pois temos no Brasil algumas construções erguidas pelos jesuítas também, comp a igrajinha de São Francisco, em Niterói, minha cidade natal.
Lá pelas 14 h paramos para almoçar em Tornillo. Moira, nossa motorista do SAG car de hoje, veio ao nosso encontro para indicar o caminho do melhor lugar para comer: "Wencho's". Entramos e pedimos taco. Comida boa e leve, para continuar pouco menos da metade do caminho.
Depois dessa parada, teríamos 18 milhas / 29 km, sem nenhum serviço (lanchonete, posto ou qualquer outro local) na estrada.
Encontramos outro grupo de ciclistas que também estão fazendo Cross-country, porém... acampando! Pedalamos um trecho com a Laura, que é amiga da Leilani, mas está no grupo do Bubba - "Bubba's group" (Bubba é o apelido do cara que organiza). Pegamos um pouco de água com eles e seguimos.
A tarde vinha quente, precisávamos parar para refrescar molhando a cabeça, bebendo bastante água e alongando.
A poeira da estrada e a secura, frz Flo e Julie aderirem ao meu visual "bandida", colocando bandanas também na face, protegendo nariz e boca.
Ao final da tarde, chegamos ao Motel em Fort Hancock. Éramos as últimas. As 3 juntas, com bandanas no rosto, foi muito engraçado... Parecíamos 3 bandidas chegando numa cidade de faroeste, para conquistá-la... A localidade era tipo assim, salvo pela proximidade com a I-10!!
O jantar foi especial, com receita de macarrão predileta da Dolly, pois é seu aniversário e tivemos bolo de sobremesa!





























17º dia - Las Cruces, NM a El Paso, TX

Hoje será o meu dia de dirijir o SAG car - Subaru de apoio. Serão 67 milhas / 108 km.
Tudo pronto, só aguardando para fazer check-in e partir.
Manhã fria, fazendo 30°F / -1°C!! Me agasalhei e ainda tive que ligar o aquecedor do carro para ficar confortável.
Dolly iria desviar do caminho para visitar o túmulo da sua mãe em El Paso; May iria à igreja e e lá também seguiria por conta própria para El Paso; Moira encontrara uma amiga e também seguiria para El Paso mais tarde; Jo seguirá na van. Portanto, só teríamos 23 coclistas no caminho.
A manhã seguia tranquila, Domingo de Ramos (Palm Sunday), muitos ciclistas locais pedalando e cumprimentando-se.
Árvores de pecan desfolhadas, ladeavam parte do caminho, emoldurando o início da manhã.
Dentro do Subaru. Achei um CD de músicas dos anos 60's e deixei rolar; foi uma boa trilha sonora para a paisagem.
Na primeira parada de apoio, ainda frio, as ciclistas firam chegando e queixando-se do frio e vento, que aumentavamais ainda a sensação de frio. Marylin chegou com as mãos tão gélidas que liguei o carro para ligar o aquecedor e deixá-la lá e quem mais quisesse para aquecer-se.
Evelyn, Judy Rozelle não aguentaram o frio e pediram para ficar comigo no SAG car. A última era Pat Rush, que já nos preocupava, sem notícias. Retornei para encontrá-la à 1/2 milha da nossa parada. Ela também não conseguia mais pedalar naquele frio intenso.
Seguimos as 4 no carro. Barbara, hoje, resolveu "comer um elefante" (one bite at a time - one mile at a time) e fez quase todo o percurso até o cocle em El Paso! Vitória para ela!
O dia ía bem, agora mais aquecido, porém ainda ventando. Em El Paso, passamos bem próximos à fronteira/cerca e ponte para o México. A grande avenida Cezar Chaves, fronteiriça, estava em construção e não oferecia segurança para as ciclistas. Fizemos contato com a van para que resgatasse as ciclistas no cicle em El Paso e de lá, direto para o hotel. Algumas ciclistas já haviam passado do ponto de encontro e fui de carro escoltá-las em segurança para o hotel. No fim, graças à Deus, todas chegaram bem, sem intercorrências. Quem me ajudou muito foi uma das minhas "anjas da guarda" Judi Rozelle, que estava comigo no carro e conhecia El Paso e quais ruas seguir!
Tivemos nossa 3ª "marguerita party" por atravessar para mais um novo estado - Texas, o qual levaremos 20 dias para atravessar!!!




 








16º dia - Kingston a Las Cruces

Em torno de 8 horas da manhã, estávamos partindo. Charlie, o pequeno cão, apareceu para despedida.
Descendo a montanha, no raiar do dia, era a coisa mais espetacular...!
Ia observando a paisagem de um lado para o outro, como se pudesse absorver cada detalhe, para que ficasse guardado na minha mente... Como se alguém ao me olhar nos olhos, pudesse visualizar exatamente o que eu vi e senti. Lindo, inspirador, boa energia.
Foram 10 milhas / 16 km de descida tranquila, poucos veiculos e uma paisagem de tirar o folego! Seguida de uma subida básica, que me fez retirar as mangas da blusa, mas continuei com a blusa corta-vento e as calças.
Parei na primeira parada de apoio para abastecer de agua, comer e xixi, claro. Depois, segui sozinha no meu ritmo.
Não sei o que foi, mas acordei com disposição e ía pedalando com velocidade. Subida nao e o meu forte, mas estava com disposicao!
 
 
 
 
 
 
 
 
Saimos da historica US 70 leste, e entramos na rota estadual 187 em direcao ao sul. Passamos pelas montanhas "Caballo", com seu lago, utilizado pelos locais como lazer. Ve-se muitas guaderias de lanchas no entorno.
 
 
 
 
 
 




















No caminho, passei por plantacoes de "chilli", pimenta. Essa area e grande produtora de chilli e se ve bastante locais de beneficiamento dessa iguaria.





Outra planta muito cultivada no Novo Mexico, e pecan. grandes plantacoes de pecan. Mas o que se ve sao as arvores sem folhas, nessa epoca do ano. Mas mesmo assim, a paisagem e bela.




Voces se lembram quando escrevi que parecia que estava nos bastidores do filme da Pixar/Disney, "CARS" ? Pois e. Passei por uma localidade chamada "Radium Springs"... Sera que foi essa a inspiracao para o nome da cidade daquela producao ("Radiator Springs")??
 
 
 
 
O Rio Grande, nessa epoca do ano esta praticamente seco, perdendo sua magestade...

 
 
 
 
 
Enfim, parei na segunda parada de apoio e decidi que nao iria parar novamente para almocar, como fizeram varias ciclistas. Estava num ritmo tao bom, sozinha, que se parasse, quebraria essa magia. Segui em frente o 1/3 do caminho que faltava. Tive muito vento e tornado de poeira, atravessando a estrada por onde passava. A bandana sobre a boca e o nariz, me protegiam e facilitavam a respiracao.
No caminho encontrei com Leilani e Janice a minha frente. Pedalamos uma parte juntas e quando chegamos proximo ao hotel, elas foram tomar sorvete. Eu decidi ie direto para o hotel. Foram 87 milhas / 140 km de pedalada e queria chegar logo para um banho e relax antes do jantar.

15º dia - Silver City à Kingston

Se tem uma coisa que aprendi nesse tour até agora, é que quando se tem longo percurso diário isso é melhor do que percurso curto... De Silver City para Kingston, são apenas 48 milhas / 77 km, porém... No caminho, teríamos fortes ventos, baixa temperatura, subidas longas e íngremes. As primeiras 20 milhas seriam relativamente fáceis, porém, a partir da milha 26, segundo Carol, nossa guia, as subidas iniciariam. Na dúvida, escolhi que não faria o trajeto. Fui direto para Kingston no conforto da van, com um grupo e pelo que pude ver do caminho, foi a escolha acertada...!
No caminho, passamos pela vista da pedra "Kneeling Nun" (freira de joelhos) e por uma antiga mina de cobre, com perene devastação da natureza.






Na van eu comecei a passar mal, devido a altitude e as curvas. Muito vento e frio.











Vimos cervos (deer) no meio da estrada e consegui fotografar!








A paisagem é lindíssima! Linda e Carol nos permitiram saltar no "Emory Pass", para tirar fotos e apreciar a vista. Lá de cima, à 8228 pés de altitude, o vento frio me fez ter certeza ainda mais da escolha em ir na van.











Pudemos visualizar boa parte do caminho, em subida e frio, que as demais ciclistas estavam ou iriam enfrentar.














Chegamos à Kingston cerca de meio-dia. O cachorro local, Charlie, veio nos receber junto com Catherine, a proprietária. Uma simpatia, ambos!
O Black Mountain Lodge é um lugar histórico, datado de 1800's. Charmoso, aconchegante.








Eu, Julie e Evelyn aproveitamos a nova banheira de hidromassagem - hot tube, e nos deliciamos com o agradável som dos sinos de vento.








Tive um quarto só para mim nessa noite, num anexo ao Lodge.
Kingston é isso: hospitalidade, simplicidade. O local possui algo em torno de no máximo 30 habitantes. Acho que devem ter contado com os cães também...
 
 
Pouco antes do jantar, entregamos camisas assinadas por todo o grupo, para Linda e para Carol, nossas guias de anjos da guarda.
Catherine nos serviu jantar, com salada orgânica, da sua horta. Delícia! 


















14º dia - Silver City - folga

Ah, como é bom acordar sem ter pressa nem compromisso, tomar café com calma. Um grupo resolveu que iria explorar a área e partiram num carro alugado. No cicle, comprei luvas novas com gel.
Eu, Moira e Julie resolvemos limpar o carro de apoio "Little Bo Peep" (como é chamado o Subaru). Limpamos por dentro, as cestas para lanche e levamos num lava-rápido automático.
 
 
O engraçado foi a carinha de espanto da Moira, quando entramos no lava-rápido. Ela disse que nunca tinha ido num "car wash"...
 
 
 
 
Mais tarde, algumas ciclistas me pediram para fazer massagem nelas. Relaxei na hidromassagem e fui jantar com Dolly, Susan, Flo e Helen num ótimo restaurante na cidade.
Terminamos a noite com um sorvete e voltamos para o hotel. No dia seguinte passaríamos pelo Emory Pass, a 8228 pés de altitude, à caminho de Kingston.