22° dia - Fort Davis à Marathon

Hoje é o meu dia de dirigir o SAG car.
Logo após o café da manhã, tivemos as orientações para o percurso de hoje. Mas fomos interrompidos por visitantes: dois cervos apareceram na mata, bem próximosà nós. Corremos para fotografá-los.
Na saída do Parque, passamos pelas ruínas do forte que deu nome ao lugar - Fort Davis.
Julie, Judi Rozelle, Flo e Moira pegaram carona comigo e na primeira parada de apoio iniciaram a pedalada.
Seguiríamos pela estrada 118 e em Alpine, seguiríamos para a US 90 East. Dia nublado, temperatura amena, sem vento, alguma subida suave com pavimento liso até as primeiras 20 milhas / 32.
Barbara e Beth foram na van até Alpine, TX, e lá foram a um cicle ajustar os freios. De lá, seguiram pedalando. Dia tranquilo, todas elogiando o trajeto. Algumas pararam para comer em Alpine. Eu segui de carro para a segunda e última parada de apoio, antes de Marathon. Lá, chegou Wendy arfante, pois tinha acabado de ver uma cobra cruzando a estrada. Tratei de ficar dentro do carro, com as portas fechadas, por segurança!
Pat Rush cansou-se 3 milhas antes de chegar à segunda parada de apoio e Dolly me telefonou avisando. Encontrei Pat sentada, numa área de pic-nic na estrada. Até que hoje ela pedalou bastante: 37 milhas! Foi bem. Com ela e bicicleta no SAG car, segui direto para o hotel em Marathon.
Bem, o Gage Hotel, onde ficaríamos essa noite em Marathon, é algo à parte. Sua construção data de 1926-27 e é um marco histórico. Bem decorado, com motivos western Texas, animais empalhados no lobby, compõem a ornamentação. Vale a pena vir à Marathon para hospedar-se nesse hotel. Ficamos na parte mais nova, com jardim e fontes bem cuidados. Minha companheira de quarto hoje é a minha irmãzinha Julie. Troquei de roupa e fomos relaxar e refrescar na piscina. Nossas guias, Carol e Linda ficaram numa casa anexa ao hotel e foi lá que tivemos nosso jantar e será o café da manhã no dia seguinte.
Eu e Julie fomos dormir tarde, pois ficamos conversando até altas horas.


























20º dia - Van Horn à Fort Davis

Hoje o dia será de 90 milhas / 145 km até Fort Davis. Ficaremos hospedadas no Indian Lodge, dentro do Parque Estadual Davis Mountains.
Na metade do caminho, teremos parada para almoço no trailer.
Resolvi que pedalaria até esse local e seguiria na van até o Indian Lodge. A segunda metade do caminho teríamos subidas em curvas, algum vento e ... "Chipseal"...!!
Para chegar ao local do almoço, eu, Flo e Gail tivemos o suficiente pelo dia, pedalando 8 milhas / 12,8 km contra o vento, naquele pavimento!
Mas quando chegamos na van e no trailer para almoço, ah... Uma delícia de salada, batata frita, peito de peru, pães e pasta de tahine com grão de bico, mais suco de laranja ou ice-tea! Nos fartamos, descansamos, carregamos a van com nossas bicicletas e seguimos para o Indian Lodge, dentro do Davis Mountain State Park.
Resumo do dia: pedalei apenas 46,6 milhas / 75 km. Das 28, somente 7 bravas ciclistas pedalaram todo o percurso de hoje: Mell, Susan, Marilyn, Brenda, Ann, Janice e Leilani.
O jantar foi no "Black Bear", restaurante do Indian Lodge e Linda nos apresentou à chef Sandy, que nos explicou cada prato com muita simpatia.
Amanhã teremos dia de descanso!





























19º dia - Fort Hancock à Van Horn

Manhã fria em Fort Hancock. Tomamos nosso café no trailer, preparamos os lanches e seguimos pela SR 20, passando por fazendas, tendo a cerca da fronteira US/Mexico à nossa direita e a Border Patrol policiando a estrada e nos cumprimentando.
Hoje teríamos 75,3 milhas / 121 km até Van Horn. Tivemos um pouco de vento com poeira, mas deu para sustentar.
Pedalei junto com Flo e seguíamos próximas à Dolly e Donna.
Estávamos na estrada de fazendas 192 (farm road 192), com vento de frente e poeira. Próxima à fronteira com México. E fiquei surpresa com o aviso ostensivo de que na 192 todos os cidadãos são armados!
Após a primeira parada de apoio, muitas resolveram desistir de pedalar devido aos ventos de frente e foram resgatadas pela van. Vez por outra, Flo me perguntava se eu gostaria de desistir de pedalar após 40 milhas, ou seja, na segunda parada de apoio. Eu respondia que não sabia, ía tentar. Cada milha nos reserva surpresas e o vento poderia amenizar, ou a estrada melhorar... A gente nunca sabe.
Só sei que estávamos no estado do Texas e as estradas e os acostamentos são terríveis! O pavimento é conhecido como "chipseal" (cascalho). Algumas vezes um pouco mais liso, outras bem vibrante. Com vibrante, quero dizer que pedalar nessas estradas, significa suportar vibração do guidão para mãos, braços, ombros, e coluna. Tudo fica tenso!
Na parada de apoio do grupo do Bubba, paramos para cumprimentá-los e nos ofereceram água. Flo desistiu ali, pois estava sentindo a coxa.
Pedalar no "chipseal", contra o vento, requer esforço e saúde.
Pedalávamos na Frontrage Road, uma estrada auxiliar ao longo da I-10, quando um espinho de planta entrou no meu pneu dianteiro e perfurou a câmara de ar. No momento que o retirei, fez "puff".
Estava sozinha, mas logo veio a Wendy e Gail. Trocamos a câmara de ar, mas eu e Wendy resolvemos desistir ali e chamar o SAG car para nos pegar. Gail resolveu ir tentando pedalar até onde aguentasse.
Minha pedalada do dia foi de 35,3 milhas / 56,8 km.
Já no hotel, fiz revisão nos pneus, reforçando o dianteiro internamente e substituindo o pneu traseiro por um novo. Preciso estar preparada para as estradas do Texas.



















18º dia - El Paso à Fort Hancock

Hoje o dia será de lazeira.... Serão em torno de 46 milhas até Fort Hancock, relativamente planas, mas Carol e Linda nos aconselharam a irmos devagar, fotografando o caminho, visitando os locais das antigas missões jesuítas do caminho, sem pressa de chegar a Fort Hancock, pois lá não teremos muito o que fazer, a não ser comer tortas da Angie, em frente ao hotel onde ficaremos.
Na verdade, ficaremos num Motel de beira de estrada (I-10) em Fort Hancock, que é meio caminho para algum lugar... Entre estradas rurais e a I-10.
Acordamos tarde e a mesa de lanches estaria pronta às 9 h; portanto, somente após esse horário partiríamos. Eu, Julie e Flo resolvemos sair depois de todas, às 9:45 ! Realmente sem pressa!
Ainda na cidade, imaginem, vimos um camelo. Devia ser um zoológico. O caminho inicial me era conhecido, pois passei por aquelas ruas, dirigindo, tentando voltar para escoltar as ciclistas.
Passamos por uma antiga missão em Socorro e por outra em San Elizario. O tipo das construções me são conhecidas, pois temos no Brasil algumas construções erguidas pelos jesuítas também, comp a igrajinha de São Francisco, em Niterói, minha cidade natal.
Lá pelas 14 h paramos para almoçar em Tornillo. Moira, nossa motorista do SAG car de hoje, veio ao nosso encontro para indicar o caminho do melhor lugar para comer: "Wencho's". Entramos e pedimos taco. Comida boa e leve, para continuar pouco menos da metade do caminho.
Depois dessa parada, teríamos 18 milhas / 29 km, sem nenhum serviço (lanchonete, posto ou qualquer outro local) na estrada.
Encontramos outro grupo de ciclistas que também estão fazendo Cross-country, porém... acampando! Pedalamos um trecho com a Laura, que é amiga da Leilani, mas está no grupo do Bubba - "Bubba's group" (Bubba é o apelido do cara que organiza). Pegamos um pouco de água com eles e seguimos.
A tarde vinha quente, precisávamos parar para refrescar molhando a cabeça, bebendo bastante água e alongando.
A poeira da estrada e a secura, frz Flo e Julie aderirem ao meu visual "bandida", colocando bandanas também na face, protegendo nariz e boca.
Ao final da tarde, chegamos ao Motel em Fort Hancock. Éramos as últimas. As 3 juntas, com bandanas no rosto, foi muito engraçado... Parecíamos 3 bandidas chegando numa cidade de faroeste, para conquistá-la... A localidade era tipo assim, salvo pela proximidade com a I-10!!
O jantar foi especial, com receita de macarrão predileta da Dolly, pois é seu aniversário e tivemos bolo de sobremesa!